
As análises de gabarito e interferência no entorno do Aeroporto Campo de Marte estão passando por um momento de atenção para empreendimentos localizados na região norte de São Paulo.
Embora um novo Plano Básico de Zona de Proteção ainda não esteja formalmente aprovado e publicado, manifestações recentes indicam que parâmetros relacionados à futura operação do aeroporto podem ser considerados preventivamente em análises técnicas de objetos projetados no espaço aéreo, os chamados processos de OPEA.
Na prática, isso significa que estudos de viabilidade, gabarito e potencial construtivo em áreas próximas ao Campo de Marte podem sofrer impactos mesmo antes da publicação oficial de uma nova zona de proteção.
O que isso significa para novos empreendimentos?
Empreendimentos localizados em regiões como Santana, Carandiru, Vila Guilherme, Center Norte, Casa Verde e entorno do Campo de Marte devem ser analisados com cautela antes da definição de projeto, estudo de massa, compra de terreno ou protocolo junto aos órgãos competentes.
O ponto principal é simples: neste momento, não basta consultar apenas a regra publicada.
É necessário avaliar também o entendimento técnico que vem sendo adotado pelo COMAER/DECEA nas análises de interferência, especialmente quando o empreendimento pode impactar a operação atual ou futura do aeroporto.
Quais riscos podem surgir?
A ausência de uma análise aeronáutica preliminar pode gerar riscos relevantes para incorporadoras, construtoras, escritórios de arquitetura, investidores e proprietários de terrenos.
Entre os principais riscos estão:
- redução do potencial construtivo;
- necessidade de revisão de projeto;
- atraso em aprovações;
- exigências técnicas não previstas inicialmente;
- risco de indeferimento em processos de OPEA;
- retrabalho em estudos de viabilidade já elaborados.
Em regiões aeroportuárias sensíveis, a análise de altura e interferência não deve ser tratada como uma etapa secundária. Ela precisa entrar no início do planejamento, junto com os estudos urbanísticos, legais, ambientais e comerciais.
Por que a atenção deve ser preventiva?
Quando um empreendimento está próximo a um aeroporto, heliponto ou área sujeita a avaliação aeronáutica, a viabilidade do projeto não depende apenas da legislação urbanística municipal.
Também é necessário considerar as restrições relacionadas à segurança da navegação aérea, às superfícies de proteção, aos procedimentos operacionais e ao entendimento técnico dos órgãos aeronáuticos competentes.
Por isso, aguardar a fase final do projeto para verificar interferências pode ser uma decisão arriscada.
O ideal é que a análise seja realizada antes da consolidação das premissas de projeto, evitando que uma solução arquitetônica ou imobiliária avance sobre bases frágeis do ponto de vista aeronáutico.
Como a GPC pode auxiliar?
A GPC Assessoria Aeroportuária acompanha esse tema de perto e atua na análise técnica de interferências, gabaritos e processos junto aos órgãos aeronáuticos competentes.
Nossa atuação envolve estudos de viabilidade aeronáutica, análise de gabarito, avaliação de interferências, processos de OPEA, PBZPH, helipontos, aeródromos, ANAC, DECEA/COMAER e demais órgãos relacionados.
Em áreas próximas ao Aeroporto Campo de Marte, a recomendação é clara: antes de definir o potencial construtivo ou protocolar qualquer processo, realize uma análise técnica preliminar.
Em regiões aeroportuárias sensíveis, informação técnica antecipada não é detalhe. É proteção de projeto, prazo e investimento.